sábado, 31 de janeiro de 2009

sem sentido.


A chave entra na fechadura, roda uma, duas vezes. O cheiro que marca a minha presença, a porta bate. Tiro os sapatos, e caminho descalça até à cama onde morri mais uma vez. Tudo cai aqui, a minha almofada está coberta pelo nosso amor. Perco-me num sonho...

Olho para tudo à minha volta, nesta dimensão tudo é gigante e desfocado. Nada se contrasta aqui, nada me foge à vista. De repente, ali estás tu. Perdido, com esse ar descontraido e esse sorriso que me mata mais um bocadinho. Tento agarrar tudo o que está ao meu alcance, tudo me escapa por entro as dedos e algo me suga. É a realidade, mas eu não vou deixar-te ficar aqui. Não consigo agarrar-te mais uma vez ... Mas algo me diz que não devo deixar-te e desistir de te abraçar mais uma vez. Olhas-te para mim, para dentro de mim. Estou vazia. Olho para cima, e não há céu. Tiraste-me o chão, eu consigo viver sem isso. Mas e o céu? Sem céu eu morro, vou-me perder e juntar-me a mais um trilião de estrelas perdidas.

A minha respiração para e os meus olhos largam a ultima lagrima de amor e o meu coração dá a ultima batida e eu acho que estou morta. Ouço um grito, e outro, e outro, e outro. Não sei quem é, mas está a tentar ajudar-me.

Acordei. Foi só um sonho, mas trouxe-te comigo.

Sem comentários: