sábado, 31 de janeiro de 2009

17 de Dezembro de 2008

Perdeu-se um amor, perdeu-se uma amizade e um coração. Todas as emoções sentidas, todos os sorrisos e olhares trocados ficaram perdidos na memória. Não passam agora de recordações, partes de duas vidas distintas demais para serem uma só. Agora, cada passo e cada batida destes corações arrefecidos, entoa nessa mesma passagem de vida que foi deixada para trás.
Nesta história que conto, havia uma menina. Uma menina inocente, indefesa, que pensava ter encontrado naquele outro coração a resposta para todas as suas perguntas. Ela cometeu apenas um erro, amou demais. Eles eram de facto distintos, ela queria dar-lhe o Mundo, ele mostrou-se incapaz de aguentar com ele nos seus braços.
Hoje, ao olhar para trás, ela vê que cada lágrima que derramou foi uma conquista. Uma conquista que a levou a ver a futilidade do Mundo em que vive, ou vivia. Ela perde-se muitas vezes a olhar para o baú onde fechou o sentimento que pensa ter perdido …
Ela sente-se tentada a abri-lo e a deixar sair o amor que quer esquecer. Mas ela não o faz. Faltam-lhe a força e a coragem que teve em tempos. A menina mudou. Ela cresceu, e tornou-se acima de tudo uma mulher. Sim uma mulher, mas uma mulher ainda verde. Ela aprendeu que nem sempre podia ser tudo um conto de fadas, e que nem sempre existem finais felizes.
Ela sente agora que a vida não passa mesmo de um baú de recordações. Cada dia de vida que passa neste nosso Mundo, vai tornar-se uma recordação. Estas linhas que exprimem todos estes mistos de dor e afecto, também o vão ser. Então o que é a vida afinal? Uma fábrica de memórias?
A menina era eu …




(já não sinto que faça sentido, mas está bonito segundo a Natyy) *

querer ou não querer?

Quero escrever . Quero escrever sobre tudo e sobre nada . Quero escrever sobre mim , sobre ti , sobre nós e todos eles e elas também . Quero escrever sobre o amor que sinto , e também do que nunca senti . Quero escrever sobre a musica que estou a ouvir , e que entoa no meu coração . Quero escrever nas entrelinhas deste texto . Quero escrever sentada numa praia deserta . Quero escrever no recanto do meu quarto . Quero escrever à chuva e deixar que as gotas borratem o que escrevo . Quero escrever e apagar tudo . E quero voltar a escrever outra vez . Quero escrever sobre esta vontade compulsiva de escrever . Mas afinal , eu não quero escrever .

sem sentido.


A chave entra na fechadura, roda uma, duas vezes. O cheiro que marca a minha presença, a porta bate. Tiro os sapatos, e caminho descalça até à cama onde morri mais uma vez. Tudo cai aqui, a minha almofada está coberta pelo nosso amor. Perco-me num sonho...

Olho para tudo à minha volta, nesta dimensão tudo é gigante e desfocado. Nada se contrasta aqui, nada me foge à vista. De repente, ali estás tu. Perdido, com esse ar descontraido e esse sorriso que me mata mais um bocadinho. Tento agarrar tudo o que está ao meu alcance, tudo me escapa por entro as dedos e algo me suga. É a realidade, mas eu não vou deixar-te ficar aqui. Não consigo agarrar-te mais uma vez ... Mas algo me diz que não devo deixar-te e desistir de te abraçar mais uma vez. Olhas-te para mim, para dentro de mim. Estou vazia. Olho para cima, e não há céu. Tiraste-me o chão, eu consigo viver sem isso. Mas e o céu? Sem céu eu morro, vou-me perder e juntar-me a mais um trilião de estrelas perdidas.

A minha respiração para e os meus olhos largam a ultima lagrima de amor e o meu coração dá a ultima batida e eu acho que estou morta. Ouço um grito, e outro, e outro, e outro. Não sei quem é, mas está a tentar ajudar-me.

Acordei. Foi só um sonho, mas trouxe-te comigo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

uma vontade de rir ,,,


Eu tento pensar que não passam de pedaços de memórias. Eu tento fingir que é apenas orvalho que cai na minha cara quando eu choro. Eu engano o coração com estes pequenos sonhos que invadem o meu pensamento. Mas, és tu que permaneces! Em mim, nos meus passos e nos meus sonhos. Já não chega somente o teu olhar, e eu acho que estou prestes a morrer ... Mas eu já estou morta, neste passado que não me larga e que teima em ficar bem presente. Sinto-me confusa, triste e há uma frustração na minha vida. A frustração de não conseguir amar mais ninguém para além de ti, de não ser autónoma deste amor que não tem sentido nem mar por onde arder. Construis-te este sentimento também, porque não foste capaz de o segurar? Porque é que deixas-te todo este peso comigo? Porque é que foste, assim só por ir e sem vontade de voltar?

domingo, 25 de janeiro de 2009

:$






"As vezes apetece-me dizer-te assim baixinho que te amo. Mesmo quando não ouves, ou não estás comigo, repito-o para mim como se de uma oração se tratasse."
Antes de ti, a minha vida era como uma noite sem lua, muito escura, onde só havia estrelas, raios de luz sem razão. Mas tu rasgas-te o meu céu, fizeste-me ver para além de todo o escuro que amargava a minha vida. Agora não me faças ver para além de ti, não ia fazer sentido.
No silêncio da minha voz, agora que estás perto de mim posso dizer-te que te amo. Não baixinho, nem ao teu ouvido, mas vou gritar a todos os céus que te amo. E há de vir aquele que me vai calar, e mesmo que o consiga, tu vais sentir sempre o meu amor, e eu o teu ♥

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

eu não quero (ponto final)


Continuo a pensar, no que deixei perdido e hoje tento apagar da memória. Por vezes mostro indiferença, para não revelar o quanto me magoa. Tento dizer que estou habituada, para não mostrar a falta que faz. Talvez esta ausência não marque como dantes, mas continua a marcar, e isso... doi.
Doi porque algo que é despertado, jamais se apaga. Uma vida que corre por entre caminhos sem traço, não pode nunca ser vivida por completo. Por isso pergunto, estou eu numa dimensão àquem desta suposta, vida, que teima em não me deixar vive-la? Torna-se confuso pensar assim... O primeiro passo é sorrir, eu sei. Mas e onde vou buscar eu esse sorriso, se todos parecem ter-se esgotados?
Desculpa... Com a maior sinceridade, desculpa. Desculpa por isto, e por aquilo também. Desculpa por ter este feitio de merda, que complica mais e mais. Desculpa, coração, por te fazer sofrer e por te acorrentar desta forma. O tempo fortaleceu-nos mutuamente, mas tu continuas aberto e eu quero que isso acabe. Por mim e por ti, fecha-te. Fecha-te e apaga-te, porque eu estou farta de ter acesos amores e magoas passadas. Estou farta de não conseguir sorrir sem pensar que devia estar enfiada no sofá a comer chocolate e a ver um filme qualquer da "reca teca".
É isto que eu sinto, meu amor. Sim meu amor, tu que me acompanhas todos os dias, e voltas para mim todas as noites quando adormeço. Está na hora de crescer, e o mundo continua à espera do meu sorriso.