sábado, 29 de novembro de 2008

liberdade.

Vivo a vida intensamente. É acordar com um sorriso, sem saber se tenho forças para sorrir! Continuo, suponho eu, neste pseudo estado de felicidade, que a cada dia que passa se torna mais forte, mais grandioso. Por vezes, penso que essa felicidade não passa de uma fonte da minha imaginação. Eu ando, ora feliz, ora eu ando deprimida. Tento combater toda a depressão com a felicidade que, por vezes, teima em abandonar-me. Não é facil, mas eu sempre fui teimosa.
Existe um mundo cheio de cor, mundo esse que alcanço quando estou feliz. Um mundo onde nada me entristece, onde não há barreiras para derrubar nem dor para suportar. Esse mundo não é meu. Nem meu, nem de ninguém. É livre. Vive livre de todas as coisas, boas e más. Consegue abstrair-se da rotina em que vivemos. Lá não existem dias de chuva e de tempestade. O Mundo do qual falo, é bonito. É feliz, é livre :'DD

sábado, 15 de novembro de 2008

sara.

"A Filipa é gente presente."
amo-te !

e se só as palavras me entendem? :s

Foram tempos em que sonhei. Sorria e sonhava, e a cima de tudo era feliz. Agora, continuo a sorrir e acho que sou feliz. Mas perdi a capacidade de sonhar. E agora? Tudo perdeu o seu brilho, e a minha vida permanece sobre um patamar impossivel de alcançar. Será que vou permanecer assim, sem sonhar, para sempre? Pode parecer absurdo, mas uma vida sem sonhos não é vida. Então, o que sou eu afinal? Uma simples adolescente, que perdeu a capacidade de sonhar? Se amar significa sentir-me sozinha no meio da multidão, eu quero sonhar e deixar de te amar! Quero voar, quero sair deste estado de pseudo felicidade que parece estar por um fio. Sim, tudo o que escrevi parece estar confuso e sem nexo, mas eu sinto-me melhor agora. Tenho usado a escrita, e o meu suposto jeito para escrever como forma de libertar a raiva que sinto. Não é correcto, mas eu tenho esse direito. Continuando, eu não posso negar que por vezes me sinto realmente feliz. Mas há horas em que tudo parece desmoronar-se em cima de mim. Eu alcancei a felicidade em tempos, agora não consigo adaptar-me a viver sem ela. Não consigo, porque não consigo, e continuo a deseja-la! E sei que qualquer pessoa que a vivesse com a intensidade que eu vivi sentiria o mesmo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

paciência.

Hoje foi mais um dia. Mais um dia em que fez chuva e sol. Um dia em que acordei, e voltei a adormecer. E depois voltei a acordar e a não adormecer. Foi um dia como tantos outros. Onde continua dificil crescer, e ganhar os valores que tanto me tentam ensinar. Onde foi dificil ver, e ainda mais dificil sobreviver. Com muito esforço, foi um dia em que sorri. Pouco. Caminhei, e pois... Chorei. Foi um dia que não passou rápido. Não foi, é um dia que ainda vou ter de acabar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

frio.



Sinto-me com vontade de vir para aqui escrever. Torna-se dificil expressar o que estou a sentir neste momento. Não sei se é raiva, se é dor. O que sei, é que tem ocupado o meu coração até ele não aguentar mais. Quando pensava no meu ponto de exaustão, sempre pensei que fosse impossivel alcança-lo. A verdade, é que hoje o sinto bem perto, e mais uma vez não consegui segurar as lágrimas que há muito prendo dentro de mim. Tenho vários portos seguros, e sei que não preciso de suportar isto sozinha. Mas a dor é minha. Desde quando é que temos que partilhar dor? Já percebi que o que sinto não passa de frio. Frio, porque o meu coração gelou. Está gelado, e não há nada nem ninguém que o aqueça. Torna-se extenso e complexo o pensamento que me mantém viva. Eu desisti, não sei bem de que, mas sei que não devia ter desistido. Fui fraca, e fui pelo caminho que pensava ser mais fácil. Não, não é facil. Nem por sombras. Mas foi o caminho que eu escolhi. E vou voltar a olhar em frente, e tentar deixar tudo para trás. Não é fácil, mas eu vou conseguir.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

?

Hoje paira um cheiro diferente no ar :')

sábado, 25 de outubro de 2008

gente perdida.

Não sei onde tenho estado nos últimos dias, semanas, meses... Não sei onde estou agora! Nem o porquê de não saber. Tenho medo de voltar, ou de tentar e não conseguir. Tenho saudade de estar aqui, ou aí. Tenho saudade de sorrir. Saudade de me irritar, mas sorrir. Não importa de que, mas eu sinto muita saudade.
São duas da manhã, quase três pronto, e estou aqui a pensar onde estarei. Eu estou exactamente aqui, deitada na minha cama, com o pijama vestido. Tenho os pés gelados e dói-me a cabeça. Consigo ver a Lua lá fora, mas ela não me vê a mim.
Gostava de puder saltar da janela, e voar. Mas se voasse, para onde é que eu ia voar? Talvez por isso não saiba. Quando souber para onde voar, vou ganhar asas. Só sei que não posso ficar aqui, ou aí. Tenho simplesmente que me manter viva.


Simple man - Lynyrd Skynyrd